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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Patrimônio dos super-ricos brasileiros cresce US$ 34 bilhões na pandemia, aponta ONG

Segunda, 27 de Julho de 2020 - 13:00
Patrimônio dos super-ricos brasileiros cresce US$ 34 bilhões na pandemia, aponta ONG
Foto: Reprodução / Contábeis
A chegada do coronavírus ao Brasil trouxe prejuízo financeiro para muita gente, com perda de renda e de emprego. Mas os super-ricos do país não têm muito do que reclamar. O patrimônio dos bilionários aumentou US$ 34 bilhões, o equivalente a R$ 176 bilhões durante a pandemia. Essa estimativa foi feita pela ONG Oxfam, que atua na busca de soluções para o problema da pobreza, da desigualdade e da injustiça. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (27).

Realizado entre 18 de março e 12 de julho, com dados da lista dos mais ricos da Forbes, o estudo mostra que o patrimônio dos 42 bilionários do Brasil passou de US$ 123,1 bilhões para US$ 157,1 bilhões. 

De acordo com o G1, quando se abrange o espectro para toda a América Latina e Caribe, a situação não muda muito. Os 73 bilionários da região aumentaram suas fortunas em US$ 48,2 bilhões no período. A Oxfam avalia que esse montante equivale a um terço do total de recursos previstos em pacotes de estímulos econômicos adotados por todos os países da região.

“A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar”, analisa a diretora executiva da Oxfam, Katia Maia.

Como exemplo do aumento na desigualdade social, a Oxfam aponta que desde o início das medidas de distanciamento social adotadas no país, oito novos bilionários surgiram na região.

Enquanto isso, cresce também o número de desempregados. A matéria traz um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que indica que a pandemia deixou 41 milhões sem emprego na América Latina e Caribe. O Banco Mundial também estima que 50 milhões de latino-americanos passarão a viver abaixo da linha da pobreza este ano.

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