Foto: Daniel Teixeira/ Estadão Conte
O
auditor Luiz Alexandre Cardoso de Magalhães, delator da máfia que
fraudava milhões de impostos da prefeitura de São Paulo, contou neste
domingo (24), em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, que
gastava parte do dinheiro desviado dos cofres públicos com noitadas e
garotas de programa. "Gastava de R$ 8 mil a R$ 10 mil por noite", disse o
auditor, que alugava um jato particular por R$ 6 mil para ir a Angra
dos Reis, onde tem lancha, a cada 15 dias. Ele também contou que as
empresas envolvidas no esquema conheciam a fraude e sabiam até quem
seria o subsecretário de finanças, antes mesmo que o nome fosse
anunciado pela prefeitura. "Quem queria participar já procurava a gente.
A construção civil sabia quem ia ser o chefe do setor antes mesmo de
ser nomeado", revelou Magalhães. "Tinha obra que devia muito. Então,
eles sugeriam já. Eles já sabiam como funcionava", acrescentou. O
auditor disse ainda que as construtoras pagavam apenas a metade do que
deviam aos cofres públicos. Dela, uma pequena parte era recolhida como
imposto, já que o grupo dividia o resto como propina. De acordo com
Magalhães, o grupo recebia até R$ 70 mil por semana. "Às vezes, eram R$
30 mil. Às vezes, R$ 40 mil", ponderou, ao alegar desconhecer o repasse
de recursos desviados para políticos.
TCU denuncia irregularidades em programas de transporte escolar na Bahia
Foto: Reprodução
Relatório
divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou
irregularidades na aplicação dos recursos dos programas Caminhos da
Escola e Nacional de Apoio ao Transporte Escolar, geridos pelo Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). De acordo com
informações do jornal A Tarde, no município de Quijingue, no nordeste
baiano, os auditores apuraram que a condução de estudante é realizada
simultaneamente à de bebidas e outros materiais. Em Queimadas, no oeste,
foram encontradas 28 motos destinadas ao transporte de alunos. Segundo o
relatório, 31% dos veículos estão velhos e 85% dos municípios visitados
não apresentam equipamentos de segurança. O serviço de transporte
escolar dos programas foi considerado “deficiente, inadequado, de alto
risco para seus beneficiários e envolto por sérios indícios de
corrupção”. As cidades que apresentam irregularidades já receberam
notificações do TCU, que abriu processo para apurar a responsabilidade
das fraudes.
Marinha busca adolescente desaparecido após acidente com barco na Baía de Todos-os-Santos
A Marinha realiza
buscas na manhã desta segunda-feira (25) na tentativa de encontrar o
corpo do adolescente Isac Marley Dantas de Jesus, de 17 anos, que
desapareceu na tarde de domingo (24) na Baía de Todos-os-Santos quando
realizava uma travessia de barco entre a praia da Ribeira e o Lobato, em
Salvador. Cinco pessoas estavam a bordo da embarcação que virou e
quatro delas conseguiram nadar até a praia. Em nota divulgada pelo
Correio, a Marinha informa que irá instaurar um Inquérito Administrativo
sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), cujo prazo de conclusão é
de noventa dias, para apurar as causas e responsabilidades pelo
ocorrido.
Não bastasse a falta de licença
do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para
implantar o megaempreendimento Cone Aratu, a empresa do Grupo Moura
Dubeux, responsável pelas obras, adquiriu o terreno em meio a uma ação
judicial, que está na 19ª Vara Cível de Salvador, sob o número 0310362-53/2012.
O vendedor foi acionado na Justiça para pagar uma indenização por
perdas e danos. Já houve, inclusive, penhora de bens. Mesmo sem
autorização do Iphan, a assinatura para o começo das obras de
terraplanagem ocorreu na última quinta-feira (21), em Simões Filho. A
solenidade contou com a presença do prefeito do município, Eduardo
Alencar, e de seu irmão Otto, vice-governador da Bahia e secretário de
Infraestrutura. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o Iphan
considerou que o Cone Aratu não apresentou estudos e razões que
garantam a proteção e preservação do patrimônio arqueológico da região. O
condomínio será instalado em uma área de 4 milhões de m², no entorno do
Complexo Industrial Portuário de Aratu.
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