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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Justiça condena executivos da Camargo Corrêa por corrupção na Lava Jato

Justiça condena executivos da Camargo Corrêa por corrupção na Lava Jato

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O juiz federal Sergio Moro, titular das ações penais da Operação Lava Jato, condenou executivos da Camargo Corrêa por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e atuação em organização criminosa. As condenações são referentes a superfaturamento e pagamento de propina para obtenção de contratos de obras de refinarias da Petrobras. De acordo com a sentença, segundo publicado pela Folha, a Camargo Corrêa pagou R$ 50 milhões de propina à Diretoria de Abastecimento da Petrobras nos dois contratos. O valor equivale a 1% do valor das obras; este montante foi definido por Moro como ressarcimento a ser feito à estatal pelos condenados, além de outras multas criminais e civis. O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa; o doleiro Alberto Youssef e o policial federal Jayme de Oliveira Filho, que entragava dinheiro a mando de Youssef, também foram condenados. As penas foram definidas da seguinte forma. Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa, foi condenado a 15 anos e 10 meses de prisão, mais multa de R$ 1,2 milhão; como fez delação premiada, ficou na cadeia quatro meses e dez dias (período de prisão preventiva), vai cumprir um ano da pena em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica até 14 de março de 2016, a partir de quando vai cumprir pelo menos dois anos no regime semiaberto com obrigação de dormir em casa, somado a cinco horas semanais de serviços comunitários; em seguida, o regime progride para o aberto, encerrando a obrigação de dormir em casa; deve pagar R$ 2,5 milhões como indenização cível, além do R$ 1,2 milhão como multa criminal. Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, foi condenado a 15 anos e dez meses de prisão, mais multa de R$ 900 mil; como fez delação premiada, ficou na cadeia por quatro meses e dez dias, vai cumprir um ano da pena em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica até 14 de março de 2016; a partir da data, vai cumprir pelo menos dois anos no regime semiaberto com obrigação de dormir em casa e mais cinco horas semanais de serviços comunitários; o regime progridirá para o aberto, encerrando obrigação de dormir em casas; o executivo deve pagar R$ 5,5 milhões como indenização cível, além dos R$ 900 mil como multa criminal. O ex-presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa, João Auler, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão e multa de R$ 288 mil; com cumprimento do início da pena em regime fechado,o com possibilidade de progressão para semiaberto após cumprir 1/6 da pena. Paulo Roberto Costa foi condenado a seis anos de prisão e multa de R$ 373 mil; apesar da condenação, não deve voltar à prisão porque já cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira desde outubro de 2014; a partir de outubro deste ano, poderá deixar sua casa durante o dia, com obrigação de retornar à noite e permanecer nos finais de semana. A sentença de Alberto Youssef foi fixada em oito anos e quatro meses de prisão, mais multa de R$ 593 mil; a condenação desta ação penal será unificada com as demais, de nove anos e dois meses de prisão; por ter feito delação premiada, o doleiro só passará três na prisão e em março de 2017 vai progredir para regime aberto. O policial Jayme Alves de Oliveira Filho foi condenado a 11 anos e dez meses de prisão, com multa de R$ 285 mil.    

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