por Guilherme Ferreira
Foto: Reprodução / Facebook
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na noite
desta quarta-feira (24), não esperar um resultado diferente do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região, que mais cedo o condenou a 12 anos e um
mês de prisão em regime fechado. Em seu primeiro pronunciamento depois
da decisão em segunda instância, ele disse não ter "ilusão" com os
tribunais e culpou a imprensa e o Poder Judiciário pela condenação. "Eu,
primeiro, nunca tive nenhuma ilusão com a decisão dos tribunais, eu
nunca tive nenhuma ilusão com o comportamento dos juízes na questão da
Lava Jato, porque houve um pacto entre o Judiciário e a imprensa.
Resolveram que era a hora de acabar com o PT", bradou o ex-presidente
durante um ato organizado por aliados dele na Praça da República, na
cidade de São Paulo. Organizadores estimam que cerca de 50 mil
manifestantes estavam no local durante o pronunciamento. Em sua fala,
Lula afirmou que a imprensa e o Poder Judiciário "já não admitiam mais a
ascensão social das pessoas" e mencionou projetos sociais promovidos
pelo seu governo que estariam perdendo força. O ex-presidente aproveitou
a oportunidade para reforçar seu desejo de se candidatar à presidência
da República neste ano. "É uma oportunidade de viajar o Brasil e começar
a discutir com o povo brasileiro, o que a gente já está tendo e o que a
gente pode ter. Agora o que eu estou percebendo é que tudo que eles
estão fazendo é para impedir que eu seja candidato na eleição", declarou
Lula. "Agora me deu uma coceirinha. Eu agora quero ser candidato à
presidência da República", confirmou. Durante o discurso, Lula citou
personagens históricos como Nelson Mandela e Tiradentes e ainda ironizou
a decisão do TRF4. "Se eles me condenaram, me deem pelo menos um
apartamento", brincou. Os três desembargadores votaram de forma unânime
pela manutenção da condenação aplicada pelo juiz federal Sérgio Moro em
primeira instância, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de
dinheiro (lembre aqui). No entanto, eles optaram pelo aumento da pena, que passou de nove anos e meio para 12 anos e um mês.
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