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segunda-feira, 15 de março de 2021

Vacinas compradas por Salvador ficarão na cidade, e não com governo federal, diz prefeito

por Bruno Luiz

Vacinas compradas por Salvador ficarão na cidade, e não com governo federal, diz prefeito
Foto: Valter Pontes/ SECOM/ PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou nesta segunda-feira (15) que não pretende repassar ao Programa Nacional de Imunização (PNI) eventuais vacinas contra Covid-19 compradas pelo município. 

 

A medida vai na contramão do Consórcio Nordeste, que fechou acordo com o Fundo Soberano Russo para compra de 37 milhões de doses da Sputnik V para estados da região, mas depois decidiu enviá-las ao PNI para distribuição a todo o Brasil.

 

“O que queremos é comprar as doses para que elas fiquem aqui, para a gente acelerar o nosso processo. Eu acho justo que o município que possa fazer o esforço próprio de compra de vacinas possa ficar com todas elas”, defendeu em entrevista coletiva durante o lançamento da “Operação Chuva 2021”.

 

O prefeito também comentou a declaração do governador Rui Cosa (PT), que se disse contrário ao consórcio formado por municípios para adquirir vacinas. Na avaliação do petista, as cidades deveriam deixar esta atribuição para o governo federal e estados, investindo os recursos que seriam usados nos imunizantes em assistência social. Para Bruno, diante da dificuldade de acelerar a vacinação no Brasil, as prefeituras precisam se resguardar, caso o governo federal continue com o atual ritmo de compra e distribuição de doses. 

 

“Diante das dificuldades do governo federal, e até para reduzir meus investimentos em cestas básicas, em saúde e auxílio emergencial - a dose da vacina de Oxford é mais barata do que eu pago numa cesta básica e no auxílio emergencial - eu prefiro fazer este investimento. Espero que as vacinas, tanto federais, quanto do governo do estado, possam chegar para que a gente evite esse gasto”, defendeu. 

 

“O Consórcio Nordeste tinha um contrato e sublocou esse contrato ao governo federal, que vai pagar pelas vacinas e, consequentemente, elas vão ser distribuídas para todo o Brasil. Isso é uma coisa. Vai aumentar o quantitativo de doses, mas não vai acelerar para Bahia e Salvador. Outra coisa é eu pegar recursos próprios da prefeitura, do cidadão para comprar vacinas. Aí elas precisam ficar aqui. Mas pode ser que a Frente Nacional consiga, digamos, 20 milhões de doses e, na hora, o governo diga que vai assumir o pagamento dessas doses. Aí tudo bem o governo ficar com as doses.”

 

Sobre a compra de imunizantes pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Bruno afirmou que as negociações estão avançando para adquirir doses da vacina de Oxford. “O pessoal pediu que a Frente Nacional assine o protocolo de compra das vacinas antes da formalização do consórcio, já para deixar reservado. Estamos tocando a parte burocrática disso. Mas eu prefiro não dar prazos sobre isso para não gerar ansiedade na população.”

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