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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Conselho de Ética arquiva pedido de investigação de Rui por denúncia de desvios em ONG

Conselho de Ética arquiva pedido de investigação de Rui por denúncia de desvios em ONG

Governador e outros dois parlamentares foram acusados | Foto:Bahia Notícias


Os deputados do Conselho de Ética decidiram nesta terça-feira (2), por unanimidade, arquivar os pedidos de investigação sobre o envolvimento dos petistas Rui Costa, Afonso Florence e Nelson Pelegrino no suposto desvio de R$ 17,9 milhões do Fundo de Combate à Pobreza, desde 2004. Os recursos eram destinados à construção de mais de 1,1 mil casas populares para famílias de baixa renda. De acordo com a Agência Brasil, nos pareceres dos três relatores, foi indicada a falta de provas como justificativa para não levar adiante o processo de cassação dos mandatos. As representações foram apresentadas pelo PSDB e DEM, baseadas em denúncia publicada em setembro pela revista Veja. De acordo com a reportagem, o desvio ocorreu com a participação da Organização Não Governamental (ONG) Instituto Brasil e a presidente da organização, Dalva Sele Paiva, autora das denúncias. Para o relator do caso de Pelegrino, Wladimir Costa (SD-PA), o pedido de abertura de processo foi baseado apenas na reportagem e nas declarações de Dalva. Segundo ele, as denúncias não incluíram qualquer cópia de documento, transcrição de gravações telefônicas, fotos, filmagens, extratos bancários ou qualquer outro elemento que comprovasse o envolvimento dos parlamentares. Segundo o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), relator do processo contra Florence, Dalva “não tem currículo, ela tem ficha criminal extensa”. Lopes lembrou que a denunciante tinha dívidas antes da denúncia que foram pagas logo depois da veiculação da reportagem e destacou que a presidente da ONG foi para o exterior com a família na mesma época e não retornou para confirmar as acusações feitas aos três deputados. O deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), que analisou o caso de Costa, complementou a linha dos outros relatores, destacando que as representações têm “falhas graves e ressaltou que a ONG envolvida encerrou as atividades em 2010".

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