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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Operação 'Corações de Ferro': Duas pessoas são presas em Salvador e Ilhéus

 Terça, 31 de Agosto de 2021 

Operação 'Corações de Ferro': Duas pessoas são presas em Salvador e Ilhéus
Foto: Divulgação

Duas pessoas foram presas em flagrante na manhã desta terça-feira (31), sendo uma em Salvador e uma em Ilhéus, durante a operação “Corações de Ferro”. A operação investiga a prática de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro por um grupo empresarial que atua no setor de comércio atacadista de materiais de construção.

 

A operação cumpriu 23 mandados de busca e apreensão e encontrou cinco armas, munição, além de comprimidos do entorpecente conhecido como “bala”, frascos de lança-perfume e documentos, que servirão de base para a continuidade das investigações. Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), promotor de Justiça Hugo Casciano, da analise inicial dos documentos “foi possível identificar novos níveis na organização, que serão investigados e responsabilizados”.

 

As informações foram passadas em entrevista coletiva virtual com a participação da inspetora fazendária Sheila Meirelles e a delegada de Polícia Civil Márcia Pereira. Estima-se que o grupo tenha sonegado cerca de R$ 11 milhões em impostos. A operação é uma iniciativa da Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal, composta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf); Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa da Secretaria Estadual da Fazenda (Infip); Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor/LD/Dececap/Draco), da Secretaria de Segurança Pública e pela  Companhia Independente de Polícia Fazendária da Polícia Militar (Cpifaz).

A Justiça determinou o bloqueio de bens do grupo empresarial e de seus sócios, ocultos e ostensivos, para garantir a recuperação dos valores sonegados. A investigação aponta que as empresas teriam sonegado os valores por meio de operações fraudulentas de aquisição de ferro como se fosse o consumidor final, quando, na verdade, o material era destinado à revenda.

 

Além disso, as empresas eram erroneamente enquadradas no regime do Simples Nacional. As investigações revelaram ainda que os delitos dos envolvidos decorreriam da inclusão de pessoas sem capacidade econômico-financeira no quadro societário das diversas empresas criadas, na condição de “laranjas” ou “testas de ferro”, ou ainda mediante o uso de nomes e Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) falsos, para atuar na compra e venda de ferro para construção civil. O objetivo era sonegar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido e promover a blindagem patrimonial dos verdadeiros gestores do grupo.

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